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sábado, 14 de maio de 2011

Reportagem de "O Liberal"


São Sebastião começa peregrinação pelo Pará
O dia de ontem foi marcante para os devotos de São Sebastião, padroeiro dos vaqueiros e fazendeiros, no Município de Cachoeira do Arari, no Arquipélago do Marajó: pelo décimo ano, a imagem original do santo foi conduzida em lancha desse município até Belém, em seis horas de viagem, começando a peregrinação religiosa pela Grande Belém e outros municípios próximos da capital paraense até junho. O cortejo dos fiéis foi marcado pela religiosidade e emoção de externar a devoção a outros paraenses. Na chegada a Belém, os devotos concentraram-se na área da Escadinha do Cais do Porto e desfilaram entoando cânticos pela Estação das Docas, antes de seguir para a casa de uma devota na avenida Djalma Dutra, onde permanece a imagem do santo.
A Festividade de São Sebastião acontece em janeiro - o dia em homenagem ao santo é 20 de janeiro -, mas é em maio que ocorre a peregrinação da imagem pelos municípios e localidades. "A festividade se confunde com a história de Cachoeira do Arari, que era uma vila em 1747, e foi emancipada a município em 1833, e essa imagem que vem de barco para Belém é de madeira, feira no Marajó, e segundo o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) remonta ao século 18", afirmou Alberto Leão, integrante da coordenação da peregrinação, que reuniu 120 pessoas até a chegada a Belém.
Os foliões (tocadores de viola, violão e triângulo, porta-bandeiras do santo e pessoas se revezando no transporte da imagem), saíram de Cachoeira por volta das 11 horas na lancha "São Sebastião", cedida pela prefeitura do município, e chegaram ao Porto de Belém no final da tarde. "Eu tenho o maior orgulho de fazer parte desse cortejo", afirmou o vaqueiro e violeiro Procópio Vieira, 62 anos. A imagem do santo fica em Belém até 12 de junho, mas vai peregrinar nesse período por Ananindeua, Marituba, Santa Izabel, Moju, Colaes e Barcarena. Em julho, volta para Cachoeira e peregrina pelas fazendas e localidades em nove municípios, retornando em 9 de janeiro para o começo da festividade, patrimônio cultural paraense e em processo de estudo pelo Iphan para ser patrimônio imaterial da cultura brasileira.

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