SEJAM TODOS BEM-VINDOS!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Dicionário CABOCLÊS 3

-Cumu vai a cumadi, muita gurda?(como vai a comadre,muito gorda?)
- Non é cuia....(sim, bastante,muito)

Ulha o banzero qui a barsa dexú....( Olha o banzeiro que a balsa deixou...)

Huji comí uns tamatá só dos teba! (Hoje comí uns tamuatás,só dos grandes)

Eu é qui cumí só dos porrudão. (Eu é que comí só dos grandes)

Já arreparú as carça du cumpadi... só veve nu rendengue.( Já reparou nas calças do compadre,só vive bem abaixo da cintura)

Pur huji é só,inté......

(FOTO FAZENDA TUCUNAREZINHO)

CABOCL@RTES 6

Africanos - Óleo s/tela 40x45

CABOCL@RTES 5

Amor ao por do sol - óleo s/tela 40x60

terça-feira, 28 de junho de 2011

Bagre - município da ilha do Marajó

 Na época da Proclamação da República, a Lei nº 934, de 31 de julho de 1879, criou no lugar chamado Bagre, pertencente ao Município de Oeiras, uma capela que, por meio da Lei nº 1.173, de 23 de abril de 1883, passou para o Município de Melgaço e, em 1887, pela Lei nº 1.306, de 28 de novembro, foi elevada à condição de Freguesia, permanecendo, assim, até a República.

Por solicitação de seus habitantes, o Governo Provisório do Estado, em 28 outubro de 1890, pelo Decreto nº 210, criou o Município. Em 1925, a Lei nº 2.496 - A de 4 de novembro, anexou o Município de Bagre ao de Oeiras (extinto pela Lei nº 2.116, de 3 de novembro de 1922) e o elevou à categoria de distrito judiciário, sendo o 3º da Comarca de Breves.

Bagre pertenceu, sucessivamente, aos municípios de Portel, por meio do Decreto nº. 6, de 4 de novembro de 1930, Curralinho segundo Decreto nº 72, de 27 de dezembro de 1930, e, em 1935, com a Lei nº 8, voltou a pertencer a Portel, apresentando-se como um de seus distritos, o que foi considerado pelo Decreto-Lei nº 2.972, de 31 de março de 1938.

Pelo Decreto-Lei nº 3.131, de 31 de outubro de 1938, o Município de Portel perdeu para Oeiras o distrito de Bagre. Em face do disposto no Decreto-Lei nº 4.505, de 30 de novembro de 1943, o Município de Oeiras e o distrito de Bagre passaram a denominar-se Araticu, constituído de dois distritos: Araticu e Bagre.

Bagre, até 1961, pertencia ao Município de Araticu. Hoje, o Oeiras do Pará. A Lei nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, lhe restituiu a autonomia municipal. O Município é constituído dos distritos de Bagre e Pedreira.Na época da Proclamação da República. A Lei nº 934, de 31 de julho de 1879, criou no lugar chamado Bagre, pertencente ao Município de Oeiras, uma capela que, por meio da Lei nº 1.173, de 23 de abril de 1883, passou para o Município de Melgaço e, em 1887, pela Lei nº 1.306, de 28 de novembro, foi elevada à condição de Freguesia, permanecendo, assim, até a República.

Por solicitação de seus habitantes, o Governo Provisório do Estado, em 28 outubro de 1890, pelo Decreto nº 210, criou o Município. Em 1925, a Lei nº 2.496 - A de 4 de novembro, anexou o Município de Bagre ao de Oeiras (extinto pela Lei nº 2.116, de 3 de novembro de 1922) e o elevou à categoria de distrito judiciário, sendo o 3º da Comarca de Breves.

Bagre pertenceu, sucessivamente, aos municípios de Portel, por meio do Decreto nº 6, de 4 de novembro de 1930, Curralinho segundo Decreto nº 72, de 27 de dezembro de 1930 e, em 1935, com a Lei nº 8, voltou a pertencer a Portel, apresentando-se como um de seus distritos, o que foi considerado pelo Decreto-Lei nº 2.972, de 31 de março de 1938.

Pelo Decreto-Lei nº 3.131, de 31 de outubro de 1938, o Município de Portel perdeu para Oeiras o distrito de Bagre. Em face do disposto no Decreto-Lei nº 4.505, de 30 de novembro de 1943, o Município de Oeiras e o distrito de Bagre passaram a denominar-se Araticu, constituído de dois distritos: Araticu e Bagre.

Bagre, até 1961, pertencia ao Município de Araticu. Hoje, a Oeiras do Pará. A Lei nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, lhe restituiu a autonomia municipal. O Município é constituído dos distritos de Bagre e Pedreira.




(foto Eloi Raiol)

Portel - município da ilha de Marajó

De acordo com historiadores, as origens de Portel remontam à metade do Século XVII, quando o Padre Antônio Vieira fundou no local a aldeia de Arucará, com alguns índiosNhengaíbas extraídos da Ilha Grande de Joanes, passando a ser assim administrada pelos padres da Companhia de Jesus. O historiador Carlos Roque informa que no ano de 1758, Portel foi elevada à categoria de vila pelo então presidente da Província,Mendonça Furtado que, pessoalmente, instalou o seu Senado da Câmara, precisamente em 24 de janeiro daquele ano. No ano de 1786, a vila sofreu um ataque dos índiosMundurucus, em que morreram alguns de seus moradores.
A localização da Aldeia de Arucará, que posteriormente tornou-se vila de Portel, e sua consolidação como povoação próspera, obedece à estratégia geopolítica da Coroa Portuguesa de ocupar as terras amazônicas que deveriam pertencer à Espanha, e assim, garantir sua posse de fato e, posteriormente, de direito. Ao norte do município, o relevo é característico da Planície Amazônica, ao passo que as regiões central e sul caracterizam-se pelo Planalto da Amazônia Oriental. A vegetação constitui-se porFloresta Equatorial Amazônica, verificando-se grande diversidade de espécimes comerciais desejáveis.

Melgaço - município da ilha do Marajó

A fundação da aldeia de Maricuru, também chamada Guaricuru e Aricuru, pelo Padre Antônio Vieira, em data posterior a 1653, deve-se à existência de Melgaço. Com a expulsão dos jesuítas, a aldeia foi elevada à condição de vila, pelo governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado, por ocasião da viagem que fez ao rio Negro, no dia 23 de janeiro de 1758, com o nome de Melgaço, de origem portuguesa.

Com a divisão, a Província do Pará, em Termos e Comarcas, em 1833, nas sessões do Conselho do Governo de 10 a 17 de maio, a vila de Melgaço constituiu Termo de mesmo nome, lhe pertencendo os territórios da vila de Portel, rebaixada para freguesia e aumentando, a jurisdição e a extensão do Município. Nessa ocasião, Melgaço era formado, também, por áreas de Breves.

Em 1843, Portel foi restaurado como vila, pela Lei nº 110, de 25 de setembro, Melgaço perdeu o território daquele município. Com a Resolução nº 200, de 25 de outubro de 1851, perdeu o predicamento de vila e passou a fazer parte da freguesia dos Breves, que havia recebido categoria de vila. Porém, o município não foi extinto, de fato, o que aconteceu com a suspensão da Comarca, em 1854.

Até a restauração do Município, em 1856, por meio da Lei nº 280, de 29 de agosto, Melgaço permaneceu como capela da freguesia dos Breves, sendo instalado em 12 de outubro de 1857. O Decreto nº 6, de 4 de novembro de 1930, incorporou Melgaço aos territórios de Curralinho e Breves. O Decreto nº 72, de 27 de dezembro de 1930, Melgaço foi incorporado a Portel.

Em 1931, pelo Decreto nº 399, de 20 de junho, Melgaço, como integrante de Portel, junto com Curralinho, é anexado a Breves, situação que permaneceu mesmo quando Portel foi desanexado de Breves, em 1933. Em 31 de outubro de 1938, com o Decreto-Lei nº 3.131, que fixou a divisão territorial do Estado, Melgaço constava como distrito de Portel.

Na divisão territorial, estabelecida pelo Decreto-Lei nº 4.505, de 30 de dezembro de 1943, que determinou a divisão territorial para o período 1944-1948, Melgaço ainda permaneceu como distrito de Portel, juntamente com o distrito-sede. O município restabeleceu sua autonomia pela Lei nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961. Além do distrito-sede, o Município possui, atualmente, o distrito de Areias


Foto Dayane Viegas


Gurupá - município da ilha do Marajó


A colonização portuguesa da região iniciou-se em 1623 com a destruição de um forteneerlandês existente no local da atual cidade.
Em 1639 a povoação foi elevada a vila e, em 1885, a cidade.

Curralinho - município da ilha do Marajó


Curralinho se originou de uma fazenda particular, que cresceu face ao agrupamento de pessoas ligadas a seus proprietários em decorrência de interesses comerciais. Sua denominação vem de "curralzinho", usado pelos aventureiros portugueses que, com o uso, perdeu o "Z". O município de Curralinho foi criado em 31 de Dezembro de 1936.
Hoje o município conta com uma população de aproximadamente 22.888 habitantes. A atividade mais expressiva na estrutura produtiva do município esta concentrado no extrativismo vegetal e pesca de forma sustentável, onde todos os produtores hoje utilizam das Boas Práticas de Manejo, com orientação repassadas por profissionais técnicos que atuam nas comunidades com objetivo de qualificar e gerir um produto de qualidade. O deslocamento desses técnicos até as comunidades se dá através de embarcações cedidas por entidades envolvidas no movimento. Toda articulação de desenvolvimento focado no município hoje de forma organizada, só é possível através de um movimento popularmente chamado de Central de Associações, que hoje virou instituição, chamada de Central de Entidades do Arquipélago do Marajó.

São Sebastião da Boa Vista - município da Ilha do Marajó

A origem do município vem dos tempos coloniais, o nome foi dado por Mendonça Furtado, ao criar a freguesia e o município de Boa Vista, segundo Ferreira Penna, pelo fenômeno de miragem que oferece a vista do povoado dos que dele se aproximam.
No ano de 1758, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, presidente da província, concedeu o predicamento de freguesia, sob a invocação de São Sebastião. Perdeu a categoria e foi anexada à freguesia de São Francisco de Paula, que pertencia ao município de Muaná.
Em 1868, por meio da Lei nº 584, de 23 de outubro, voltou a possuir o título de freguesia de São Sebastião da Boa Vista. No dia 5 de abril de 1872, a Lei nº 707, concedeu a categoria de vila, criando o município, instalado a 7 de janeiro do ano seguinte, sob a presidência de Possidônio Rodrigues de Manfredo, juramentado perante a Câmara de Curralinho.
A lei nº 944, de 18 de agosto de 1879, suprimiu-lhe a categoria de vila, extinguindo o município que, no ano seguinte, com a Lei nº 963, de 8 de março, foi restaurado e sua reinstalação acontecendo em 7 de janeiro de 1881.
São Sebastião da Boa Vista continuou sofrendo pressões dos meios oficiais e, com a Lei nº 1.084, de 6 de novembro de 1882, teve seu território extinto, ficando, assim, até o advento da República, embora a Lei nº 1.399, de 5 de outubro de 1889, o houvesse restaurado, sem tê-lo, entretanto, instalado.
Em 1922, o município de São Sebastião da Boa Vista voltou a ter seu território incorporado ao de Muaná, conforme a Lei nº 2.116, de 3 de novembro e, em 30 de dezembro de 1943, com Decreto nº 4.505, o município foi reinstalado. Atualmente, o município é composto somente do distrito sede.




(Foto Mauro Veloso)









Muaná - município da ilha do Marajó

A origem do Município de Muaná encontra-se numa fazenda particular que, pelo seu desenvolvimento, transformou-se em povoado e, posteriormente foi elevado à categoria de freguesia, em 1757 (São Francisco de Paula).
O Conselho do Governo da Província em sessão de maio de 1833, elevou essa freguesia à condição de Vila, tendo sido instalada em 2 de dezembro desse ano.
O município de Muaná foi elevado a essa categoria pela Lei nº 324, de 6 de julho de 1895 e inaugurado a 7 de setembro seguinte.
Tendo uma influencia grande na cabanagem onde servio de refugil pra os cabanos onde travaram em 28 de maio de 1823 uma grande batalha perdurando 4 horas de fogo cruzado onde este que estavam nesta batalha conseguiram afugenatar os imperias onde oje é a frete da da cidade como um dos grandes; CEL. Rodrigo Lopes de Azevedo, CAP. Antonio da Costa, Cel Izidro da Silva, entre outros sndo assim o primeiro municipio a aderir sua independência de Portugal.
Muaná é uma das únicas cidades do Marajó que tiveram o nome original preservado, após a mudança exigida pelo governador para as 'freguesias' do Marajó, por volta de1750, Muaná era a tribo da região, remanescente da nação nheengaíba, que dominou o Marajó antes da chegada dos colonizadores. Também foi a primeiro município do entãoGrão-Pará a aderir à independência do Brasil, em 28 de maio de 1823. O Município é formado por vários distritos e vilas como: Distrito de São Miguel do Pracuuba, Ponta Negra, Palheta e Jararaca.
Foto  Daniel Sidônio


Ponta de Pedras - município da Ilha do Marajó

As origens do Município remontam o século XVIII, com a instalação dos padres mercedários na aldeia dos Muanás. Eles achavam à época que, na então Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira (atual cidade de Cachoeira do Arari), onde se encontravam, não podiam desenvolver seus trabalhos, devido à existência de propriedades particulares, então seguiram para a localidade que os padres chamaram inicialmente de Mangabeiras, pela proximidade de uma praia com o mesmo nome, até ser alterada para Ponta de Pedras, devido as pedras existentes no local, elevando à condição de Freguesia em 1737. Permaneceria Freguesia ligada em 1833 ao agora Município de Cachoeira, e só em 18 de abril de 1877, se tornaria Município de Ponta de Pedras. Após a Revolução de 1930, a 27 de dezembro daquele ano, Magalhães Barata extinguiu os municípios de Ponta de Pedras e Cachoeira, criando um novo, denominado Itaguari, mas 8 anos depois voltaria a Município novamente como Ponta de Pedras. Na década de 50 o Município compunha-se de dois distritos: Ponta de Pedras e Santa Cruz e, atualmente, é formado apenas pelo distrito-sede.

Santa Cruz do Arari - Municipio da ilha do Marajó

Santa Cruz do Arari a princípio era uma fazenda de criação de gado situada às margens do lago Arari, localizada nas terras de propriedade de Plácido José Pamplona, Alferes da infantaria do regimento de Macapá que recebeu por doação do Rei de Portugal Felipe IV a Sesmaria Santo Inácio onde foi fundada a fazenda Santa Cruz.

Segundo os antigos moradores quando a família Pamplona chegou em 1868 nestas terras todos ficaram encantados com a beleza do Lago Arari que era um santuário ecológico da Ilha do Marajó, aqui encontraram poucos habitantes e começaram então a povoar estas terras, por ser a fazenda Santa Cruz e localizar-se as margens do lago Arari, deram então o nome Santa Cruz do Arari.

Construíram casas residenciais, um apequena escola e um pequeno comércio. Em 1927 construíram a Igreja de Nossa Senhora de Nazaré e também realizaram o primeiro círio, também organizaram uma banda musical comandada pelo Senhor Clodomir Batista Pamplona, fundaram ainda a primeira agremiação Esportiva “Santa Cruz do Arari Esporte Clube.”

Neste período foi fundada também a colônia de pescadores em 1937, no povoado de Jenipapo, onde funciona até os dias de hoje. Iniciaram a pesca, a criação de gado, construíram ainda uma delegacia de policia para manter a ordem e o respeito.

Transformaram Santa Cruz do Arari em um pequeno povoado, por questões políticas só no ano de 1956, Santa Cruz passou a ser uma vila, mesmo desfrutando uma enorme riqueza natural.

Santa Cruz do Arari não podia se desenvolver sócio, econômico e financeiro, porque vivia sobre os domínios do Município de Ponta de Pedras que por muitos anos dominou estas terras. Em 1960 o Deputado Romeu Santos, líder político na região do Arari, tomou conhecimento de tudo que ocorreu em Santa Cruz do Arari, encaminhando, em 29 de dezembro de 1960, à Assembléia Legislativa do Estado do Pará um Projeto de Lei de sua autoria pedindo a emancipação de Santa Cruz do Arari do município de Ponta de Pedras o que só ocorreu no ano de 1961 com o apoio do então Excelentíssimo Senhor Aurélio Correa do Carmo- Governador do Pará com a criação e aprovação da Lei Estadual nº 2.460, publicada no Diário Oficial nº 19.759 que criou o município de Santa Cruz do Arari, sendo reconhecido como município no dia 08 de abril de 1962.



(foto Neire Prestes)

No VER-O-PESO tem......

BANHO DE AMOR
Para coração partido e dolorido,
Cansado de pelejar
Perfume Atrativo do Amor e Chega-te a mim
Resolve males e desavenças
Basta confiar.

Para o amado que está distante
E para aquela que partiu,
Vai Busca Longe trás de volta
E, o Perfume Pega Mulher amarra ao pé.

Para clarear,
Verdadeiro Banho Desatrapalha.
Então, com o banho tomado e a alma lavada,
Firme o pensamento
E com fé,
Peça para o amor chegar de leve e iluminá.

Mas se quiser deixar mesmo caidinho,
Vira Pensamento e Chora nos Meus Pés é certeiro. 
Amansa quem está brabo e adoça o bem amado.

Pra tudo luzir,
Espantar o mal olhado,
E atrair o desejado
Cheiro do Pará, e Abre Caminho.

Para fortalecer a conquista,
Perfume de agarradinho 
Banho da Felicidade
e Vence Demanda.

Seguir o conselho da Erveira,
Que colheu a erva, macerou e engarrafou
Para trazer o amor a quem pedir
Escutando o freguês paciente
Com dor, saudade e ansiedade.
E passa a receita com sabedoria e felicidade.

Aí então, 
depois do banho tomado,
o perfume passado,
cobrir o corpo com roupa bonita e
Se enfeitar com laço de fita

Se for homem colocar a beca invocada
E sair com fé....

Com certeza vai dar pé.

(NATÁLIA AMORIM)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Marajó - marrecas no curral

Marrecas capturadas pelas lentes do fotógrafo Hely Pamplona, nos campos do Marajó. Salve a Natureza!

Marajó - rio Mocoões

Belíssima foto do meu amigo Hely Pamplona,marajoara de Santa Cruz do Arari, fotógrafo das mais belas paisagens do Marajó. Parabéns amigo,seu álbum SELVA!!! é muito lindo!

Marajó - a ilha dos encantos

Marajó, a Ilha dos Encantos

I I I

Ainda há uma infinita variedade
de coisas relacionadas à região
nas diversidades de cada cidade
furos, rios e meios de locomoção

Por aqui o Vento sopra mais forte
por que é um meio de comunicação
interligado ao sistema de transporte:
Canoas, botes, batelões, embarcação

Além dos cascos, regatas, bajaras
as embarcações de avenida fluvial
temos a famosa Cerâmica Marajoara
tão reconhecidamente internacional

Traços harmoniosos que no contorno
de gráficos com perfeita definição
A CERÂMICA sem o auxílio de tornos
é feita com a mais alta precisão

Linda arte utilitária decorativa
deixada pelo índio ancestral irmão
a CERÂMICA MARAJOARA sempre viva
é repassada de geração a geração

Vasos, jarros, cachimbos, pratos...
nos traçados sempre irão existir
na originalidade desse artesanato
na Ilha e no Paracuri, em Icoaraci

Ilha encantada da natureza bela
por ter coisas que só existem aqui
tá sempre desfilando nas passarelas
de São Paulo e Marquês de Sapucaí

Nas brenhas dos furos vive a sumana
sumano da roça, do rio, do igarapé
exemplos vivos da alma pura e humana
nas acolhidas e ações de vida, de fé

Lindos sumanos, irmãos ribeirinhos
marajoaras que contemplando navios
acenam os braços enviando carinhos
transmitem o encanto da beira do rio

Enviam dos casebres, das choupanas
uma mensagem de sentimento civil
que apesar do abandono nas cabanas
eles tem um grande amor pelo Brasil

Brasileiros originariamente natos
que mesmo na mais absoluta exclusão
nas ribanceiras, nas brenhas do mato
amam de paixão a pátria nossa nação

MarajoarasMarajós das Maravilhas
ela sim é a terra dos encantos mil
manda dizer aos políticos de Brasília
que merecemos mais atenção do Brasil

É uma gente que mesmo no abandono
de um país que lhes nega atenção
vive feliz, nada lhes tira o sono
consciencia limpa, também limpa mão

Mãos limpas de guerreiros nativos
que nos rios e igarapés dos cacurís
são virados e em tudo são ativos
com redes de lancear, com matapís...

E eu que  fui na vida um marinheiro
vivo o tempo inteiro pedalando por aí
lembrando os marajoaras companheiros
em cada farinhada e tijelada de açaí

Brasileiro nativista, nacionalista
deixo um recado ao resto da nação:
NINGUÉM AQUI É SEPARATISTA
mas queremos mais respeito e atenção


Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara

sábado, 18 de junho de 2011

FEITIÇO CABOCLO - Dona Onete Gama

Ionete Silveira da Gama conhecida como Dona Onete, nasceu em Cachoeira do Arari,no Marajó em 18 de junho de 1939.Cantora popular,foi secretária de cultura do município de Igarapé Mirim, lá lecionou por 25 anos História e Estudos Paraenses,envolvendo-se ainda mais com a parte cultural do município organizando cordões de pássaros e danças folclóricas.Fundou seu grupo de dança Canarana de rítmos regionais como lundum, carimbó, banguê, farinhada, xote e "chamegado". Ela criou o estilo chamado de  "chamegado",rítmo paraense nativo de beira de rio,que seria a reunião de vários rítmos e harmonia de música de raiz e contemporânea. Absorveu a cultura e tradição ribeirinha unindo ao "chamegado"e rítmos folclóricos como carimbó, banguê e versos de roda.

O AJUNTADOR DE CACOS



quinta-feira, 16 de junho de 2011

SABOR AÇAI - Nilson Chaves

E pra que tu foi plantado
E pra que tu foi plantada
Pra invadir a nossa mesa
E abastar a nossa casa

Teu destino foi traçado
Pelas mãos da mãe do mato
Mãos prendadas de uma deusa
Mãos de toque abençoado

És a planta que alimenta
A paixão do nosso povo
Macho e fêmea das touceiras
Onde Oxossi faz seu posto

A mais magra das palmeiras
Mas mulher do sangue grosso
E homem do sangue vasto
Tu te entrega até o caroço

E tua fruta vai rolando
Para os nossos alguidares
Tu te entrega ao sacrifício
Futa santa, fruta mártir
Tens o dom de seres muito
Onde muitos não têm nada
Uns te chamam açaizeiro
Outros te chamam juçara

Põe tapioca
Põe farinha d'água
Põe açucar
Não põe nada
Come e bebe como um suco
Eu sou muito
Mais que um fruto
Sou sabor marajoara
Sou sabor marajoara
Sou sabor...

Põe tapioca
Põe farinha d'água.....

AÇAI - lendas da Amazônia

A lenda do AÇAI

Conta a lenda que existia uma tribo indígena muito numerosa e.como os alimentos estavam escassos, era difícil conseguir comida para toda a tribo. Então o cacique ITAKI, tomou uma decisão muito cruel. Resolveu que à partir daquela data todas as crianças recém nascidas seriam sacrificadas para evitar o aumento populacional da tribo.
Até que um dia a filha do cacique, chamada IAÇÁ, deu à luz  uma menina que também teve de ser sacrificada. IAÇÁ ficou desesperada, chorava todas as noites de saudades. Ficando vários dias enclausurada em sua oca e viu sua filhinha sorridente, ao pé de uma grande palmeira. Lançou-se em direção à filha abraçando-a. Porém misteriosamente sua filha desapareceu. IAÇÁ inconsolável, chorou muito até morrer. No dia seguinte seu corpo foi encontrado abraçado ao tronco da palmeira, porém no rosto trazia ainda um sorriso de felicidade e seus olhos estavam em direção ao alto da palmeira,que se encontrava carregada de frutinhos escuros. ITAKI então mandou que apanhassem os frutos, obtendo um vinho avermelhado que batizou de AÇAI, em homenagem à sua filha (IAÇÁ invertido). Alimentou seu povo e, à partir deste dia suspendeu a ordem de sacrificar as crianças.






São Sebastião de Cachoeira do Arari, se despede em grande festa de confraternização

São Sebastião,de Cachoeira do Arari, foi recebido com chuva de pétalas no último dia 12 de junho de 2011, para a sua despedida da peregrinação em Belém/2011.Logo após os rituais da ladainha,houve uma grande festa de confraternização entre os devotos na Tuna Luso.Foi uma linda festa!!!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

SÃO SEBASTIÃO de Cachoeira do Arari

Fotografia do livro "FOLIAS DE SÃO SEBASTIÃO"

FOLIAS DE SÃO SEBASTIÃO

Conforme a Superintendente Regional do IPHAN-Pa e Ap,Maria Dorotéa de Lima,trata-se de uma ação de salvaguarda no sentido da preservação das folias de São Sebastião. Produto de um extenso trabalho de pesquisa realizado pela equipe do Inventário e de uma delicada interpretação das autoras, este livro tem como principal fonte de informação o relato dos próprios foliões que, em suas descrições detalhadas das composições e da forma como estas são elaboradas, carregam, de forma indissociável, suas vivências, aprendizados e crenças em São Sebastião, santo que os acompanha e a quem acompanham em suas peregrinações pelas fazendas de Cachoeira, municípios vizinhos, Belém e pela vida afora.

MARAJÓ Culturas e Paisagens

Uma viagem completa pela cultura e paisagens da Ilha do Marajó. Embarque nessa viagem!!!