SEJAM TODOS BEM-VINDOS!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

BÚFALOS - Fazenda Tucunarézinho


Os búfalos são de extrema importância para a economia da Ilha do Marajó. São utilizados nas fábricas de couro, são forças indispensáveis em tarefas pesadas nas fazendas, montaria para os turistas, meio de transporte para o policiamento, entre outras vantagens. O animal tornou-se tão importante para o Estado que o Pará soma hoje cerca de 1,2 milhão de cabeças de búfalo, cerca de 40% do rebanho bubalino nacional. No Marajó, líder na criação, são aproximadamente 600 mil animais. Das 19 raças bubalinas existentes, apenas o Carabao, Mediterrâneo, Murrah, Jafarabadi e Baio são criadas no Brasil. 
De carne saborosa e saudável, com baixo teor de colesterol, a carne de búfalo faz parte de muitos pratos da culinária marajoara, como o Frito do vaqueiro, Filé Marajoara e a Picanha de Baby Búfalo. Do búfalo praticamente nada se perde. O chifre é utilizado como berrante pelos vaqueiros da região, o leite dá origem ao queijo marajoara, de sabor inigualável, e que já ganhou o mercado brasileiro nas prateleiras dos grandes supermercados. O couro do animal também é utilizado em peças artesanais como bolsas, chaveiros, sandálias e cintos; e é forte complemento de renda para as famílias locais que trabalham com o beneficiamento do couro. O animal se desenvolve com baixa utilização de medicamentos, já que é mais resistenteà maioria das doenças que afeta os bovinos. Seu couro grosso e resistente constitui matéria-prima para produtos de ótima qualidade."
(Portal Marajó)
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terça-feira, 26 de julho de 2011

Lenda do Marajó !!!


A MÃE DE TODOS OS PEIXES

"O indio mergulhou no rio e achou a escama de uma cobra. Ele estava vivendo nas cabeceiras de um pequeno igarapé, e resolveu guardar a escama junto com suas coisas, sem dar muita importância. Então muitas cobras, de diferentes tipos, apareceram, cobras que ele nunca tinha visto. O pajé lhe disse que as cobras vieram atras de alguma coisa que ele tinha, que pertencia  a uma cobra, e que ele tinha que se livrar daquilo. O homem então jogou a escama no rio, mas a água estava muito rasa, na vazante. À noite o igarapé encheu e muitas cobras vieram, seguidas pelos peixes. O lugar onde ele tinha atirado a escama virou uma lagoa tão cheia de peixes que se tornou o melhor lugar para pescar".
Os Marajoaras tinham uma profunda crença, temor e respeito pelas forças da natureza. As chuvas e a seca lhes podiam trazer fartura ou miséria. Eles acreditavam que as forças da natureza, personalizadas na forma de animais e seres sobrenaturais, deviam ser respeitadas e veneradas. Dos animais mitológicos, o mais importante era uma grande cobra ancestral, que em alguns mitos amazônicos é considerada a mãe de todos os peixes ou a cobra-canoa que trouxe os primeiros humanos para habitar a terra. Seja qual for o mito em que os Marajoaras acreditavam, sabe-se que a cobra tinha uma importância fundamental nas suas vidas, provavelmente por causa de sua ligação com a procriação dos peixes e a origem da vida. Em diversas urnas funerárias femininas, há braços representados por cobras, cujas cabeças apontam para o ventre. Os desenhos no corpo desses répteis são triângulos, losangos e linhas sinuosas, que encontramos também em quase todos os objetos de Cerâmica Marajoara.
Muitas das vasilhas de cerâmica, como prato e tigelas, eram usados para servir comida em festas e rituais. Era preciso agradecer aos espíritos dos antepassados a boa sorte com a pesca e reprodução de peixes, tartarugas e outros animais aquáticos para alimentação. Não só a cobra, mas outros animais como lagartos, jacarés, tartarugas, morcegos, urubus-rei, corujas, macacos e escorpiões, eram representados na cerâmica. A intenção não era de simplesmente retratar seres da natureza, mas principalmente relembrar estórias importantes, que falavam sobre crenças e proibições, sobre a ordem que regulava o delicado equilíbrio entre os seres da natureza.
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(Do livro Motivos Marajoara)

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sábado, 23 de julho de 2011

TARRAFEANDO - no Marajó!


Mais uma foto belíssima de Hely Pamplona que você encontra  em seu último álbum intitulado "SELVA!!!"

CACHOEIRA DO ARARI - vista aérea


CACHOEIRA PRATEADA

Bate caixa de boi do Arari
Pra chamar lá do Retiro Grande
Cavalinhos da crina de ouro
Flor do Campo e Zezus Viana

Piticaia me chama o nanã
Madureira onde o Jazon campeia
Tem jardim encantado pra ver
Entre folhas e águas barrentas

Balança flor vai rompendo a madrugada
Balança flor a Cachoeira Prateada

Correnteza do tempo que leva
Pra brincar no luar da Jaci
Jurandir, Lino e Muribeca
São poemas no vento bailando

Meu cordão pelas ruas da ilha
A barreira do mar tão bonita
Vai ficar mais bonita e serena
Se eu cantar e dançar na balança.

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(Com Ronaldo Silva e Allan Carvalho é show!!!)

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

MOTIVOS ORNAMENTAIS DA CERÂMICA MARAJOARA - PE.Giovanni Gallo


Após a publicação da 1ª edição da obra "Motivos Ornamentais da Cerâmica Marajoara", muitas pessoas questionaram a origem dos motivos decorativos, duvidando de que estes fossem mesmo copiados da cerâmica arqueológica. Por isso,  a 3ª edição do livro tem por objetivo realizar o desejo do PE. GIOVANNI GALLO, que assumiu o compromisso de provar a autenticidade das "gregas" marajoaras reproduzidas na 1ª edição. Por muito tempo, nos intervalos de trégua da doença que o afligia, fotografou as peças num laboratório improvisado, apelidado de "geringonça", para que futuramente pudesse mostrá-la ao mundo. Esta edição foi, portanto enriquecida tanto com as fotografias dos "cacos" de onde os motivos foram copiados como com textos da arqueóloga DENISE SCHAAN, que, na medida do possível, conta um pouco sobre os significados da iconografia Marajoara. É uma "coletânea de motivos ornamentais, um manual prático, com finalidade específica de abastecer com nova inspiração o artesanato paraense"(...)"Traz ao público uma rica seleção de motivos originais, reprodução fiel de peças autênticas marajoaras", nas palavras de GIOVANNI GALLO.
Este livro destina-se a artesãos, serígrafos, entalhadores, bordadeiras, entre outros profissionais, oferecendo a todos os amantes da arte e da cultura a contemplação da beleza estética dos "cacos" marajoaras que resistiram à destruição do tempo, dos animais, da água e do homem.

(Antonio Smith)

terça-feira, 19 de julho de 2011

CERÂMICA MARAJOARA














Os índios de Marajó realizavam objectos utilitários, mas também decorativos. Entre os vários objectos encontrados pelos pesquisadores encontram-se vasilhaspotesurnas funeráriasbrinquedosestatuetasvasospratos e tangas para cobrir as zonas genitais das jovens, igualmente feitas de cerâmica. A igaçaba, por exemplo, era uma espécie de pote de barro ou uma talha grande para a água, que servia para conservar alimentos e outros. Hoje existem várias cópias das igaçabas de Marajó.
Todos apresentam uma grande diversidade de formas e padrões de decoração, sendo um dos mais conhecidos o das urnas globulares que apresentam decoração pintada e modelada representando figuras antropomorfas. Outros tipos de urnas combinam pintura, o uso de incisões e excisões e modelados que representam figuram antropomórficas e zoomórficas. Outros vasos foram decorados com pintura de motivos geométricos, podendo ser citados neste caso formas mais simplificadas como por exemplo as tigelas, e outros apresentando formas mais complexas como vasos de base dupla, urnas funerárias, estatuetas, pratos, tangas e tigelas em pedestais.[4]
A cerâmica marajoara é geralmente caracterizada pelo uso de pintura vermelha ou preta sobre fundo branco.[5]
Uma das técnicas mais utilizadas para ornamentação desta cerâmica é a do champlevé ou campo elevado, onde são conseguidos desenhos em relevo por meio de decalque de desenhos sobre uma superfície alisada e escavando em seguida a área sem marcação.[6]
Entre os motivos de decoração mais comuns encontrados nesta cerâmica estão animais da fauna amazônica, como serpentes e macacos, a figura humana e figuras antropozoomórficas. Tendo em vista o aumento a sua resistência do produto final eram agregados antiplásticos ou tempero na argila, dentre os quais cinzas de cascalho e de ossos e concha. Antiplástico ou tempero são termos que se utiliza para designar os elementos, como por exemplo, cacos, conchas moídas, cascas de árvores queimadas e piladas, espículas de esponjas, areia, etc. que são acrescentados na argila para torná-la mais resistente evitando que se quebre durante o processo de fabricação de um artefato.[7]
Depois de modelada, a peça era pintada, caso o autor o pretendesse, com vários pigmentos, existindo uma abundância de vermelho em todo o conjunto encontrado, e somente depois cozidas numa fogueira a céu aberto. Após a queima da cerâmica, esta era envernizada, propiciando à peça um aspecto lustroso. São conhecidas cerca de 15 técnicas de acabamento das peças, revelando um dos mais complexos e sofisticados estilos cerâmicos da América Latina pré-colonial.
Os artefatos mais elaborados eram destinados ao uso funerário ou ritual. Os artefatos encontrados que demonstram uso cotidiano apresentam decoração menos rebuscada.
É dificultado o resgate de peças de cerâmica marajoara pelas inundações periódicas e até pelos numerosos roubos e saques do material, frequentemente contrabandeado para território exterior ao brasileiro.


(texto Wikimedia)


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CABOCL@RTES 9

Bolsa tipo mochila em lona crua, pintada à mão, exclusividade SANCARI

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Mapa da Ilha do Marajó

A ilha de Marajó é uma ilha brasileira do estado do Pará, localizada na foz do rio Amazonas no arquipélago do Marajó.
Destaca-se pelos montes artificiais, nomeados "tesos", construídos ainda em seu passado pré-colombiano pelos índios locais. De acordo com relato de Sir Walter Raleigh, no século XVI a ilha era também chamada de Marinatambal pelos indígenas. Em tempos coloniais foi denominada como Ilha Grande de Joannes.
Com uma área de aproximadamente 40 100 km², é a maior ilha fluviomarinha do mundo. A cidade de Belém situa-se à sudeste do canal que separa a ilha do continente.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Fazenda ARARI

Antigamente

Atualmente


A casa sede da Fazenda Ararí é um marco da colonização,  até hoje conservado no estilo colonial primitivo. É o único imóvel em toda a região do Arari, que conserva na sua integridade arquitetônica, todo o estilo de uma época. Edificada na margem esquerda do rio Ararí, em terreno bastante alto (teso) onde as águas das enchentes pluviais não atingem. Pertenceu a ordem dos Mercedários; sua construção sólida, resiste até hoje, com pouquíssimas obras de conservação, sem descaracterizar o estilo arquitetônico primitivo. Edificada sobre colunas de pedras e cal, embasada em sólido e forte alicerce, garantido pela resistência compacta do terreno, tem a parte superior toda em madeira de lei, amplas dependências, cobertura com estrutura de madeira muito bem segura, telhas convexas de barro cozido. A parte térrea tem dois grandes quartos que serve de depósito de material, e uma grande área livre, piso de cimento, dão ao casarão um aspecto inconfundível do estilo colonial da época.
Ao lado completamente separado da casa grande está a Capela de Nossa Senhora das Mercês, de frente para o rio Arari no sentido longitudinal rumo sul, com vista para o chamado estirão do Ararí, vendo-se ao fundo, de um lado a curva do rio, chamada de Volta do Bacuri e de outro a entrada do igarapé Bacurí, afluente do rio Ararí. Nesta capela são realizadas todos os anos as festas em homenagem à Nossa Senhora das Mercês. Sua construção sólida e antiga resiste até hoje sem alterações arquitetônicas, recebendo apenas obras de conservação.

(Pg 85 do livro Ferra nas Fazendas)

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- Muitas lembranças me vem na memória: quantos banhos de rio, brincadeiras, passeios de canoas, corridas pelos campos e florestas eu viví aqui! Saudades de tudo! Sou neta de JOÃO GOMES DE ARAÚJO (João Guará), que foi feitor desse grande patrimônio pecuário.

FERRA nas Fazendas

Primeira obra literária na qual registra a vida, a cultura, o cotidiano, a história do povo e do vaqueiro marajoara - JÚLIO TAVARES FEIO JÚNIOR, nasceu em Cachoeira do Arari - Marajó - Pará, em 29 de Novembro de 1921. Foi discípulo do músico João Rodrigues Vianna, com o qual desenvolveu seu talento pra a música, tocando qualquer instrumento de palheta. Seu primeiro instrumento musical foi clarinete. Viveu da música tocando em festas e eventos nos anos de 1935 a 1954. O último conjunto de música do qual fez parte foi o Jazz Band Orquestra Martelo de Ouro, em Belém, no ano de 1947. Em 1948, foi aprovado em concurso do IBGE para a função de Agente de Estatística. Prosseguiu trabalhando como coordenador e supervisor até alcançar o posto de Estatístico Provisionado do Conselho Nacional de Estatística, aposentando-se no exercício desta função.

(Material da contracapa do livro)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Bolsa em lona crua exclusividade SANCARI


Bolsa feita em lona, pintada à mão, COBRA GRANDE (lenda Amazônica) com detalhes em sementes regionais!



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CABOCL@RTES 8 - Bolsas em lona crua Exclusividade SANCARI

Sacola tipo mochila, pintada à mão o desenho da camisa do SANCARI
Idem...fechada

Sacola tipo mochila, pintada à mão, maracas ( instrumentos usados para tocar carimbó)

Idem...fechada

Bolsa feita em lona e juta, pintada à mão à partir de uma foto dos dançarinos Harrison e Lucieth do SANCARI, motivos marajoara e com detalhes em sementes regionais

Bolsa feita em lona e juta, pintada à mão Arara Azul, com aplicação de sementes  regionais e fuxicos



Bolsa feita em lona e juta, pintada à mão o desenho da camisa do SANCARI,  e com detalhes com sementes regionais

Bolsa feita em lona e juta, pintada à mão, o voo da Arara Azul, com detalhes de sementes regionais

Bolsa feita em lona e juta, pintada à mão uma Garça rumo ao ninho, com detalhes  feito com casca de côco

Bolsa feita em lona , pintada à mão ave da nossa fauna, motivo marajoara  e detalhes com sementes regionais

 Idem, idem....

Idem, idem....

 Idem, idem.....

 Idem, idem....

Idem, idem.....

Idem, idem......

Bolsa feita em lona, pintada à mão, Muiraquitã (lenda  Amazônica), com motivos marajoara e com detalhes  de sementes regionais

Bolsa feita em lona, pintada à mão, a Cobra Grande (lenda  Amazônica), com detalhes de sementes de açai e artes  feitas de casca de côco

Bolsa feita em lona, pintada à mão, Onça, com detalhes  artes feitas em casca de côco

Bolsa feita em lona, pintada à mão Cuia com tacacá (iguaria do Pará), com detalhes em sementes regionais

Bolsa feita em lona, pintada à mão, ilustração de grupo de carimbó, com detalhes  de sementes regionais

Bolsa feita em lona, pintada à mão, Maracas ( instrumentos usados para tocar o carimbó), com detalhes em sementes regionais

Bolsa feita em lona, pintada à mão, desenho da camisa do SANCARI, motivo marajoara, e com detalhes em sementes regionais

Bolsa feita em lona, pintada à mão, dançarinos de CARIMBÓ, com detalhes em sementes regionais

Bolsa feita em lona, pintada à mão A Vitória-Régia (lenda Amazônica), com detalhes em sementes regionais

Bolsa feita em lona, pintada à mão, paisagem de igarapé, com detalhes de sementes regionais

Bolsa em lona, pintada à mão, dançarinos de Carimbó, com detalhes  de sementes regionais

Bolsa feita em lona, pintada à mão, tocador de CURIMBÓ (tambor usado para tocar carimbó), com aplicação de  palha trançada, caroço de tucumã e sementes regionais

Bolsa feita em lona, pintada à mão, com aplicação de palha trançada, sementes regionais e fuxicos

Bolsa em lona, pintada à mão, boi bumbá (manifestação folclórica), com detalhes de sementes regionais

Idem, idem.....

Bolsa feita em lona e juta, pintada à mão, bois SANCARI  e  PAVULAGEM, com aplicação de lantejoulas,  paetês, sementes regionais, fuxicos e rabo de rato

Bolsa feita em lona, pintada à mão, com detalhes em sementes regionais e bambú

Bolsa feita em lona, pintada à mão, motivo flores com detalhes em sementes regionais

Idem, Idem.....

Idem, idem.........

Bolsa feita em lona e juta, pintada à mão Tulipas, com detalhes  em contas  plásticas e  vidro

Bolsa feita em lona, pintada à mão, uma releitura de Romero Brito, com detalhes em contas coloridas






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