SEJAM TODOS BEM-VINDOS!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

FELIZ 2013 à todos que visitam o encantocaboclo!


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL!


Que o trinar dos passarinhos
possam transformar seus ninhos
em manjedouras de luz.
Que meus versos em revoada
em você faça pousada
para o curumim Jesus.

Que a flor da nossa amizade
desabroche na bondade
 e no chão da nossa fé.
Pra que a gente sinta o cheiro
do aroma verdadeiro
florescido em Nazaré.

Feliz Natal!

Autor: Celdo Braga

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Foto: Net


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

PRITINHO - diminutivo da planta gigante - Flávio de Brito


Açaí de pele crepuscular,
Palmeira de origem ilustre,
Planta possante,
Bom mesmo é com farinha.

Palma que arrebata os japiins e sabiás,
Guarda o tesouro de múltiplos povos,
Teus filhos são de graúdo tamanho,
Paneiros nas bordas dos rios.

Açaizal,
Tens a alvitre de muitas puerícias...
"Trepar em tu mano" Latim?
Não... É paraense.

Traz montarias de conglomerados cantos,
Que bom o ano inteiro.

E lá na cidade principal da Amazônia,
Os açairenses vão marchando para o almoço encharcado
Ele o "pritinho",
Vai sustentando a laboração de muitas jornadas contemporâneas.

Belém e mais Belém...
Santarém e mais Santarém...
Marajó e mais Marajó...
A Região do Salgado e mais salgado...
Afinal,
Quando os "carocinhos" entram nos terreiros,
As bocas estremecem, as cuias riem,
E as farinhas permanecem ainda mais desidratadas...
"Eita" "bichinho"querido por milhares deste chão.

Açaí, lábios da noite,
Égua que fruta gostosa!
Fruta ou semente?
Não sei...
"Açaiense" ou "açairense"?
Locuções destas terras caboclas...
E os lábios...
Vão ficando roxinhos...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

CABOCL@RTES 43 - Angolana

Angolana - óleo sobre tela 30 x 35, laterais com textura acrílica.
Informação da Cultura Angolana: A riqueza cultural de Angola manifesta-se em diferentes áreas. No artesanato destaca-se a variedade de materiais utilizados. Através de estatuetas em madeira, instrumentos musicais, máscaras para danças rituais, objetos de uso comum ricamente ornamentado, pintura à óleo e areia, é comprovada a qualidade artística angolana, patente em museus, galerias de arte e feiras. Associado às festas tradicionais promovidas por etnias locais, está também um grande valor cultural.

Fonte: Planeta Vida
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PROTEJA A NATUREZA - ASSINE JÁ!


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

CUIDAR DA TERRA - Grupo Imbaúba

CUIDAR DA TERRA

Nós somos parte da terra
A terra é parte de nós
Um é a extensão do outro
Nós não vivemos a sós

O que falta para entender
Coisa tão simples assim
Quando eu cuido do que é meu
Estou cuidando de mim

E preservar é tão simples
Não requer tanta ciência
Basta respeito e cuidado
E um pouco de consciência

Aí tudo se resolve
Aí a vida floresce
Cada rio que eu deixo limpo
A natureza agradece

Com muita sabedoria 
Diziam nossos avós
Se cuidarmos da terra
A terra cuida de nós.

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O Grupo Imbaúba, formado por Celdo Braga, Rosivaldo Cordeiro, João Paulo Ribeiro, Roberto Lima, Sérvio Túlio e Sofia Amoedo, é um trabalho musical acústico, basicamente instrumental, que reúne em seu repertório músicas de autoria própria, compostas a partir da sonoridade da natureza (música orgânica), como trinado de pássaros, farfalhar de folhas, batidas de sapopemas, enfim, de sons e ruídos que ocorrem na floresta, temperados pela magia e pela mística que emanam do universo amazônico.
Saiba mais visitando o site www.imbauba.art.br

Fotografia do marajoara HELY PAMPLONA

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Artesanato Marajoara

Belas imagens ao som de Salomão Habib http://eudyrj.wordpress.com/2012/12/09/tapirus-no-marajo/

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Belezas do Marajó - Parte 2

Ao som de muito CARIMBÓ!

Belezas do Marajó - Parte 1

Ao som de muito CARIMBÓ

O Carimbó Marajoara por Marcello Gabbay

"O Carimbó Marajoara" é o vídeo produzido e dirigido pelo pesquisador do LECC Marcello Gabbay como parte da pesquisa de Doutorado em Comunicação e Cultura(UFRJ) defendida no último dia 6 de novembro de 2012.

O trabalho foi orientado por Raquel Paiva (LECC/UFRJ) e pelo sociólogo francês Michel Maffesoli (Sorbone V) e durou quatro anos. Paralelamente, importantes colaborações de intelectuais sourenses ajudaram a construir as trilhas do carimbó na capital do Marajó, destacadamente o músico e musicólogo Anderson Barbosa Costa, o artista plástico Ronaldo Guedes e Amélia Barbosa, diretora do Grupo Cruzeirinho.

O vídeo conta com trilha musical dos mestres sourenses, como Diquinho, Regatão, Chicão e o lendário Mestre Biri, além da canção "Igarapé" composta por Gabbay sob forte influência dos ares de Soure.

CONFIRA:

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

sábado, 10 de novembro de 2012

DALCIDIAR - de Jeová de Barros - Homenagem à Dalcídio Jurandir, o maior romancista da Amazônia.


DALCIDIAR

Dalcidiar é um verbo
que se conjuga com a chuva
com a queda da manga
com canto da Iara
É um verbo parauara
que a gente vai conjugando
e o tempo vai mundiando
e devagar vai cercando
pode até enfeitiçar

Tem a força do apuí
por ser um verbo daqui
envolve quem conjugar

É o canto do Uirapuru
que conjuga em tempo eterno
o Pará tem esse verbo
que pode o tempo parar.

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Jeová de Barro, o "Poeta de Barro" é professor, escultor, poeta e ilustrador, participa da cena literária paraense em saraus escolares, movimentos culturais e com publicações de suas obras. É autor dos livros " Manga com febre" e "Diga-se de passagem", além de ter poemas publicados em antologias poéticas locais.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CABOCL@RTES 42


IARA ou UIARA ou também MÃE-D'ÁGUA
Óleo sobre tela 25 x 35

Informação cultural: É uma lenda do nosso folclore. Ela é uma linda sereia que vive no rio Amazonas, sua pele é morena, possui cabelos longos, negros e olhos castanhos.
A Iara costuma tomar banho nos rios e cantar uma melodia irresistível, desta forma os homens que a veem não conseguem resistir aos seus desejos e pulam dentro do rio. Ela tem o poder de cegar quem a admira e levar para o fundo do rio qualquer homem com o qual ela deseja se casar.
Os índios acreditam tanto no poder da Iara que evitam passar perto dos lagos e rios ao entardecer.
Segundo a lenda, Iara era uma índia guerreira, a melhor da tribo, e recebia muitos elogios do seu pai que era pajé.
Os irmãos de Iara tinham muita inveja e resolveram matá-la à noite, enquanto dormia. Iara que possuía um ouvido bastante aguçado, os escutou e os matou.
Com medo da reação de seu pai, Iara fugiu. Seu pai, o pajé da tribo, realizou uma busca implacável e conseguiu encontrá-la, como punição pelas mortes a jogou no encontro dos rios Negro e Solimões, alguns peixes levaram a moça até a superfície e a transformaram numa linda sereia,
 Acredita-se que em cada fase da lua, Iara aparece com escamas diferentes e adora deitar-se sobre os bancos de areia nos rios para brincar com os peixes. Também de acordo com a lenda, é vista penteando seus longos cabelos com um pente de ouro, mirando-se no espelho das águas.
São raros os que sobrevivem ao encanto da sereia, escapam da morte mas não da loucura, e somente um pajé ou uma benzedeira poderá curá-los.

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Fonte:Brasil Escola

domingo, 21 de outubro de 2012

VIDA RIBEIRINHA - Jorge da Costa Batista, poeta marajoara.


VIDA RIBEIRINHA

Eternamente contemplo:
O lento remar beirando o rio,
Braçadas no compasso apressado,
É o leito do rio, seu caminho, a margem seu destino.
Convivo com as águas vivas, lançante d'água,
Água mãe generosa.
Encher, repontar, vazar, mãe d'água, do rio.
E o homem do rio, rio cruzar, rio descer, rio subir.
Aproveitar a maré, remar contra, a favor.
Vejo o homem aproveitar o vento, velejar, bordejar.
E o sol a brilhar, refletir nas águas ribeirinhas, ilhinhas.
E a lua, no seu luar, enluarar, as águas subindo nas ilhas,ilhar.
Vida ribeirinha é assim;
Nosso rio, nossa rua.
Rua mutante que sobe, que desce, que enche, que vaza,
Que corre, que fica parada. Parada d'água.
Maré seca vejo o pescar, baixa-mar.
Maré cheia o navegar.
Contemplo novamente a lua e o vento a brincar com a maré,
Como marionete, fazendo marola,
Maresia, rebuliço, correnteza, redemoinho, corredeira, cachoeira
A maré que brinca de descobrir as pedras, afundar os recifes.
Sobe os peixes, chuva cai renovando as águas,
O peixe desova, renovando os cardumes, vibra o ribeirinho
Renovando seus costumes.
Habitar suas margens, nadar em seus leitos, remar, navegar, pescar,
Viver mirando a beira do rio.
Explorar, cultivar, extrair d'água víveres, a dança da natureza.
A riqueza é o homem que vive, sobrevive nos riachos,
Rios, igarapés, furos, braços, paranás, córregos, vales,
Onde tudo a água invade, venezas.
Água que dá vida, eterna piracema humana.
Inexplicável fenômeno essa contemplação ribeirinha,
Privilégio de quem nasce à beira-rio.

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Autor: JORGE DA COSTA BATISTA - nascido em 23 de Julho de 1964, na cidade de Ponta de Pedras/Marajó-PA. Licenciado em história pela UFPA - Campus de Soure-Pa. Professor Municipal em Ponta de Pedras. Vencedor de vários Concursos de Contos e Poesias pela SECULT e SMED/PP. Membro da ASPELPP/DJ (Associação de Professores para Estudos Literários de Ponta de Pedras - Dalcídio Jurandir).


FOTOGRAFIA: Marcelo Bruno 

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sábado, 20 de outubro de 2012

CABOCL@ARTES 41


O PESCADOR - óleo sobre tela 25 X 40

Hoje como é dia do poeta, vou postar aqui uma poesia do meu poeta marajoara, ANTONIO JURACI SIQUEIRA, em sua homenagem:

NADO VIAJOR

Quantos rios e correntezas
quantos mares de incertezas
navegaste, canoeiro?

Quantas vezes velejaste
contra o vento e naufragaste
entre barrancos de dor?

Quantas esperanças perdidas
 nas enseadas da vida
esperando a preamar?

Quantos rebojos venceste
quantas lágrimas perdeste
para em teu cais ancorar?

Em que porto estão teus bens
e quanto tempo ainda tens
até a viagem final?

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

CABOCL@RTES 40


AFRICANO - Óleo sobre tela 20x50

INFORMAÇÃO:A África é o terceiro continente mais extenso, com cerca de trinta milhões de quilômetros quadrados, cobrindo 20,3% da área total de terra firme do planeta e segundo mais populoso da terra.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

CABOCL@RTES 39


AFRICANA - óleo sobre tela 20x50

Informação: A fabricação de cerâmica na África começou por volta do 7º milênio aC e continua até hoje nas diversas regiões do continente. A cerâmica africana, em sua maioria é feita por mulheres.
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

CABOCL@RTES 38


O Círio de Nossa Senhora de Nazaré, é a maior manifestação religiosa católica do Brasil e maior evento religioso do mundo que reúne mais de dois milhões de fiéis em procissão.
Consta que a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi encontrada pelo caboclo Plácido José de Souza, no ano de 1700, às margens do igarapé Murucutu. Plácido a levou para sua casa e no dia seguinte a imagem havia sumido. O caboclo tornou a encontra-la no igarapé, recolhendo-a novamente. O fato repetiu-se duas vezes, até que foi construída uma pequena capela no local. Com o aumento da devoção, foi construída a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, neste mesmo lugar.
Em Belém, o Círio de Nazaré, ocorre todos os anos, no segundo domingo do mês de Outubro.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CABOCL@RTES 37


MULHER AFRICANA - óleo sobre tela 20x50

O continente africano, foi o primeiro território a ser habitado e hoje é um dos mais ricos em diversidade cultural.
A cultura das tribos africanas é muito rica e por isso existem várias crenças e rituais, que, na maioria das vezes, são muito distantes da nossa realidade e das crenças e tradições ocidentais.
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

HISTÓRIAS À BEIRA-RIO - Antonio Juraci Siqueira


A SIRIRINGA

Eu sei que o doutor não vai acreditar num pingo do que vou lhe contar. Mas se o senhor quiser, eu lhe levo lá. É logo ali, doutor, no São Cosme. A gente não gasta nem quatro horas de remo. É lá que existe a siriringa. Só o senhor vendo, doutor: parece coisa do Tinhoso! É como se a água daquele pedaço de rio vivesse fervendo. É borbulha que não acaba mais....Mas deixe estar que de primeiro não era assim não, doutor Isso aconteceu não faz tempo. A minha avó, que Nosso Senhor a tenha em sua santa guarda, ainda era mocinha e morava na ilharga da casa do homem que cortou a mão peluda. A tapera onde ele morava ainda está lá pra quem quiser ver e fica a uns três estirões da siriringa. Mas deixe eu lhe contar como tudo aconteceu dês do começo, tintim-por-tintim.
Uma certa noite o dito homem vinha de uma viagem, sozinho e Deus, remando em sua montaria jita. Era uma sexta-feira de lua cheia. O doutor sabe que a sexta-feira é amaldiçoada,não sabe? Pois não foi numa sexta-feira que judiaram do Nosso Senhor Jesus Cristo?Pois então. Mas como eu ia dizendo: lá por volta da meia-noite, hora por demais temida por estas bandas, o homem vinha-que-vinha na sua canoinha. Quando passava pelo local onde hoje existe a siriringa, aconteceu a assombração: de repente, do fundo do rio, apareceu aquela mão desconforme. Mão negra. Feia. Peluda. Meio de gente, meio sei-lá-do-que. Parece até - que Deus me perdoe pelas horas que são - a mão do Capiroto. Foi aparecendo e agarrando na beira da canoa querendo-porque-querendo levá-la com tudo pro perau. O senhor já pensou, doutor, na situação daquele pobre caboclo diante de tamanha arrumação? pois mais do que depressa ele danou-se a bater na mão tinhosa com o remo de pracuúba. E o senhor pensa que a peste da mão peluda largou a montaria? Largou nada, doutor. Quanto mais ele batia, mais ela o puxava pro fundo do rio. No meio desse furdunço parece que o mundo parou em volta dos dois: parou o rio, parou o vento, parou o tempo. Somente a lua a pino alumiava o desespero do homem. O silêncio era tanto que só se escutava o baque do remo contra a mão e as batidas do coração do caboclo em tempo de sair pela boca. E ele ali, doutor, sozinho e Deus, a lutar com aquela mão saída - credo em cruz três vezes! - do fundo do inferno. E bateu até o remo virar fanico. A montaria já estava com água pela metade, afunda-não-afunda. Mas quando tudo parecia perdido, avistou, pelo rabo do olho, a lua refletida na lâmina do terçado preso na proa da embarcação. Foi um pulo só, doutor: o caboclo agarrou-se ao cabo do terçado como se fosse o cabo da salvação, o cabo da própria vida! E foi tamanho o desespero do homem, doutor, que o terçado desceu com o peso de um raio, certeiro, violento, decepando de um só golpe a mão atentada que afundou siriringando, para sempre, nas águas barrentas do São Cosme.
Mas deixe estar que a história não acaba aí, doutor: o homem chegou em casa ardendo em febre e com uma terrível dor de cabeça. Que dor de cabeça foi essa, doutor, que o pobre acabou enlouquecendo e morrendo à míngua, sete dias depois. E desde esse tempo, nunca mais parou de siriringar no lugar onde afundou a mão peluda.
Eu sei que o doutor não acreditou num pingo do que eu lhe contei. Mas se o senhor quiser, eu lhe levo até lá. É logo ali no São Cosme.

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Antonio Juraci Siqueira poeta marajoara!


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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

CABOCL@RTES 35 e 36


AFRICANOS - Painel 40 x 50  - Paisagens à óleo, com aplicação de  textura acrílica nas laterais.

Informação Cultural: Na Sociedade Africana havia muitos povos nômades, que precisavam se deslocar periodicamente, e havia também os sedentários, que fundaram seus territórios, chegaram a constituir grandes reinos.

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CABOCL@RTES 34


AFRICANA - Óleo sobre tela 20 x 50
Informação Cultural: Quanto mais filhos a mulher africana tiver, mais respeito e valor ela terá no meio em que vive.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O GRANDE BALÉ DE DAMIANA - Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro

O filme feito em Santarém Novo - Pará, o tema é sobre a maldição de São Benedito para aqueles jovens que dançassem o carimbó antes da idade certa. Conta a história que Damiana não via a hora de dançar o carimbó, a vontade era tanta que foi e ...

O GRANDE BALÉ DE DAMIANA

O filme foi feito em Santarém Novo - Pará, o tema é sobre a maldição de São Benedito para aqueles jovens que dançassem o carimbó antes da idade certa. Conta a história que Damiana não via a hora de dançar o carimbó, tanto que foi e ......



"Tenho pena de meu canário
que está preso na gaiola

Quando meu canário canta alegre
a morena chora

Aruê, aruá
Aruê, aruá

Bate o vento na roseira
Deixa a rosa se espalhar

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Durante mais de um século os jovens eram proibidos de dançar carimbó nas festas de da Irmandade de São Benedito. Somente em 1985 essa proibição foi abolida.
Hoje, os jovens são os que mais participam da festa.

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

BARULHO...ERVAS E TRANSEUNTES


Barulhos... Ervas e Transeuntes
(Lá é assim)

Veemência cultural do Norte abençoado
Ver-o-Peso chamando os barraqueiros na madrugada
O melhor prato: peixe-frito
Na feiras do açaí
Além da maresia, há também batucada
Beijú de mandioca nas mãos
Ressaca de muitos indo embora
Tapioqueiras comercializando a branquinhas...
(coco e manteiga nos lábios)
Homens realizando fretes
Às vezes brotam carroças decoradas
Estivadores atléticos
(gritam na feira)
Ao meio-dia
Muitos saboreando vinhos de bacaba e açaí
Camarão no prato, chibé apetitoso...
Eis a mesa do "veroperense"
Narrativas e alaridos
Remo e Payssandu"na ponta das línguas"
Conhecimentos matutinos e vespertinos...
Acontecimentos deste Pará
Continuando a mesa abastecida
Um pirarucu no prato esmaltado
Maniçoba, vatapá ou qualquer outro xerimbabo no tucupi
Jambú deixando a boca dormente
Na boca da noite
Caboclo toma um tacacá pegando chama
Barraquinhas alegres, coloridas de fato
Coisas e coisas são comercializadas às vezes bem barato
Outros biritam na esquina
Logo à frente vem chegando outro barco
Ver-o-Peso festeiro
Alguns apostando no bicho
Égua da feira estrondosa
No entanto..
Te namoro desde moleque.

(Uma chuva começa à cair)

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Autor: Flavio de Brito
Foto: Do marajoara Helly Pamplona

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

TRILOGIA MARAJOARA RONALDO GUEDES

ARTISTA DA COMUNIDADE TUCUNDUBA EM SOURE-MARAJÓ-PA

Bailarino das letras nos campos marajoaras


Bailarino das letras nos campos marajoaras

As palavras entrançadas como cipó, as paisagens recortadas por rios e recendendo
a cheiro-cheiroso, as gentes ribeirinhas com seus gestos de água e selva, poesia
primitiva que irrompe ao chamado mágico do artista. É a Ilha de Marajó abrindo-se
em universos, na arte de dois nativos intérpretes das coisas paraenses: Ruy
Paranatinga Barata e Dalcídio Jurandir, um paraense de Santarém e outro de Vila
de Ponta de Pedra, e dois amigos de tristezas e alegrias.

Quando a poesia e a poesia se encontram
“Conheci Dalcídio na década de 30 e, dadas as identificações artísticas e pessoais
que nos aproximavam, ficamos logo amigos”, conta Ruy, em sua casa na rua Veiga
Cabral, onde Dalcídio morava naquela época e para onde coincidentemente Ruy
posteriormente mudou-se.
- Dalcídio era muito pobre e essa condição impedia, tanto ele quanto nós, de
sonharmos, pelo menos a curto prazo, com o reconhecimento de seu talento
literário. Não que duvidássemos dele, ao contrário, mas porque todas as condições
eram adversas e ainda com o agravante de que ele morava no Pará, naquela época
um Estado culturalmente ainda mais distante dos grandes centros, Rio e São Paulo
-, afirmou o poeta.
Porém, contrariando as desalentadoras perspectivas dessa realidade, Dalcídio
Jurandir vence em 1940, com Chove nos Campos de Cachoeira, o concurso Dom
Casmurro, promovido pela editora Vecchi, “numa surpresa geral para todos nós e
na maior alegria que a literatura concedeu a Dalcídio”. Com o dinheiro do prêmio
ele publicou o volume laureado e voltou ao Rio de Janeiro, onde fixou residência
definitivamente, retornando a Belém apenas por curtos períodos.
Ruy disse que Dalcídio era um homem muito digno, que tinha um imenso orgulho
de sua negritude e que sempre manteve-se fiel às suas posições, tanto pessoais
quanto ideológicas. Ele afirmou também que sempre, por ocasião de suas curtas
passagens pelo Rio de Janeiro, encontrava-se com Dalcídio, com quem conversava
horas e horas, sobretudo a respeito do livro que Dalcídio estivesse escrevendo pelo
tempo das visitas. Ler para um paraense seus escritos sobre o Pará era para
Dalcídio uma forma de exercitar o sentimento nativo que em farta quantidade
existia dentro dele”.

Bailarino do Marajó
Ruy afirmou que Dalcídio era muito comedido quanto às bebidas alcoólicas,
“embora a elas não se furtasse”. E, nas noitadas em que os dois costumavam se
aventurar sempre que estavam juntos, a maior diversão para Dalcídio era dançar.
“Seguramente, a noção de ritmo, a musicalidade característica da prosa dalcidiana
tem muito a ver com sua capacidade para a dança: nas noites cariocas e nos seus
livros, Dalcídio era um verdadeiro bailarino do Marajó”, conta.
Ruy disse ainda que ele era extremamente sério em todas as suas atividades, o
que, aliado ao seu já reconhecido talento literário, assegurou-lhe um grande
prestígio entre o meio intelectual carioca da época. “Uma vez, num congresso de
escritores realizado em Porto Alegre, por indicação de Dalcídio, fui eleito o segundo
secretário do congresso: eu era um total desconhecido e a minha escolha se deveu
apenas à liderança que ele exercia sobre os nossos colegas”.

Tristezas
Na tarde de 27 de novembro de 1962, na livraria José Olimpyo, visitada por Ruy
sempre que este ia ao Rio de Janeiro, Dalcídio Jurandir diz-lhe, a fala entrecortada,
que Mário Faustino havia morrido num acidente aéreo. Pouco tempo depois, outra
tragédia atingia os dois amigos e todo meio intelectual conhecedor de Dalcídio: ele
foi acometido do mal de Parkinson. Dezesseis de junho de 1979: Dalcídio morre em
conseqüência da doença.
Mas nos olhos marejados de Ruy Barata, de Frederico Paulo Mendes, de Benedito
Nunes, e de todos os que conheceram Dalcídio, sua presença discreta continua, sua
seriedade e tímida presença física permanecem sendo movimentadas por passos de
bailarino.

Jornal não identificado.

Fonte: www.dalcidiojurandir.com.br

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A origem da comida exótica- Pato no tucupí e Maniç...

Caminhos da Vida...: A origem da comida exótica- Pato no tucupí e Maniç...: Conta-nos uma lenda – chamada da primeira água – que Jacy (Lua) e Iassytatassú (Estrela d’Alva), combinaram um dia visitar Ibiapité (Centro...


*A maniçoba é um dos pratos da culinária brasileira, de origem indígena. O seu preparo é feito com as folhas da maniva moídas e cozidas, por aproximadamente uma semana (para que se retire o ácido cianídrico, que é venenoso) acrescido de carne de porco, carne bovina e outros ingredientes defumados e salgados.
A maniçoba é servida acompanhada de arroz, farinha de mandioca e pimenta. Tradicionalmente, a maniçoba é um dos pratos principais nas festas de Círios no Estado do Pará.
A maniçoba também constitui prato típico do Recôncavo baiano, sobretudo nos municípios de Cachoeira e Feira de Santana, onde também é servida durante eventos comemorativos locais.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O Morto que sabia nadar - Associação Cultural Dalcídio Jurandir

O
O Manduca morre no açaizal, logo no dia da festa da Maria Celita e os dois amigos não querem perder a festa, então resolvem colocar o defunto num batelão, camuflar o corpo com uma rede e pegar o rumo da festa, e veja o que rolou....
Divirtam-se !!!!

Lendas Amazônicas - contadas pelas vovós!


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

FOTOS da Ordenação Presbiteral de Edson Tomé Pacheco Silva

Veja uma panorâmica da Ordenação Presbiteral de Edson Tomé Pacheco Silva, que aconteceu no dia 28/07/2012 no Ginásio Poliesportivo Manoel Xavier Barbosa (MANELÃO), no município de Cachoeira do Arari/Marajó/Pará.

Um lugar especial para Giovanni Gallo



















Fotos: Ivone Parada

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Ordenação Presbiteral de EDSON TOMÉ PACHECO SILVA , mais um padre Jesuíta marajoara!

LINDO CONVITE

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TOMÉ.....por ele mesmo!

Parabéns por essa data especial em sua caminhada sacerdotal, que ela seja abençoada e fortalecida cada vez mais!
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terça-feira, 17 de julho de 2012

CASA DE BARRO - Ailton Silva Favacho, poeta marajoara


Marajoara nato, do município de Soure - Pará, Ailton Silva Favacho nasceu em 04/09/1980 e é filho de professora e marceneiro. Estreou no cenário literário em 2007, quando publicou parte de sua produção na I Antologia Literária da Região do Arari-Marajó, organizada pelo CPOEMA (Clube do Poeta e do Escritor Marajoara). Ademais, é autor de vários poemas e de alguns contos que integram quatro outras coletâneas elaboradas pela citada entidade.
Atual vice-diretor do CPOEMA, foi carteiro e é professor da Língua Portuguesa da Rede Estadual de Ensino em sua cidade natal. Artesão, poeta, contista e compositor, há anos atua como líder comunitário do bairro em que reside, trabalhando em prol, principalmente, de crianças carentes.
*Extraído do livro*
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OBRA-PRIMA

Num esboço, o Eldorado
Obra-prima, Marajó
Terra de lendas e sonhos
Vaquejada e carimbó

Igaçaba de mistérios
De Aruãs e de Mundis
Onde até búfalo bravo
Vira dócil curumim

Em praias de fantasia
Caranguejo, água de coco
Que nos tiram da memória
Qualquer vida de sufoco

Aqui São Sebastião
Navega com Nazaré
Num barquinho de São Pedro
Que foi feito por José

Nossa chuva é de manga
Tucumã e muruci
Peixe vivo na canoa
Camarão no matapi

Belas nuvens de guarás
Sobre rios de encantamento
Voam alto, em alto mar
Da campina ao firmamento

Santa Cruz, do Arari
O Museu, de Cachoeira
Breves cuias de açaí
Salvaterra hospitaleira

Tem Portel, Ponta de Pedras
Curralinho e Afuá
Chaves, Melgaço e Bagre
Gurupá e Muaná

Pra fazer nossa alegria
Tem Diquinho e Regatão
Produzindo o carimbó
Que é som da região

Nosso frito de vaqueiro
Que delícia de comer
E o caldo de turu
Para nos fortalecer.

Num esboço, o Eldorado
Obra-prima, Marajó.

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Foto: No dia do lançamento do livro, na residência do também poeta Antonio Muribeca, em Cachoeira do Arari.
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