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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

ACADEMIA DO PEIXE FRITO: O DIA QUE O DIABO MIJA NO PÉ DO AÇAIZEIRO

ACADEMIA DO PEIXE FRITO: O DIA QUE O DIABO MIJA NO PÉ DO AÇAIZEIRO: DIA DO BERTO No folclore da ilha do Marajó, 24 de agosto é considerado o dia do Berto (um dos diversos apelidos de Lúcifer). Neste di...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O GRANDE BALÉ DE DAMIANA - Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro

O filme feito em Santarém Novo - Pará, o tema é sobre a maldição de São Benedito para aqueles jovens que dançassem o carimbó antes da idade certa. Conta a história que Damiana não via a hora de dançar o carimbó, a vontade era tanta que foi e ...

O GRANDE BALÉ DE DAMIANA

O filme foi feito em Santarém Novo - Pará, o tema é sobre a maldição de São Benedito para aqueles jovens que dançassem o carimbó antes da idade certa. Conta a história que Damiana não via a hora de dançar o carimbó, tanto que foi e ......



"Tenho pena de meu canário
que está preso na gaiola

Quando meu canário canta alegre
a morena chora

Aruê, aruá
Aruê, aruá

Bate o vento na roseira
Deixa a rosa se espalhar

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Durante mais de um século os jovens eram proibidos de dançar carimbó nas festas de da Irmandade de São Benedito. Somente em 1985 essa proibição foi abolida.
Hoje, os jovens são os que mais participam da festa.

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

BARULHO...ERVAS E TRANSEUNTES


Barulhos... Ervas e Transeuntes
(Lá é assim)

Veemência cultural do Norte abençoado
Ver-o-Peso chamando os barraqueiros na madrugada
O melhor prato: peixe-frito
Na feiras do açaí
Além da maresia, há também batucada
Beijú de mandioca nas mãos
Ressaca de muitos indo embora
Tapioqueiras comercializando a branquinhas...
(coco e manteiga nos lábios)
Homens realizando fretes
Às vezes brotam carroças decoradas
Estivadores atléticos
(gritam na feira)
Ao meio-dia
Muitos saboreando vinhos de bacaba e açaí
Camarão no prato, chibé apetitoso...
Eis a mesa do "veroperense"
Narrativas e alaridos
Remo e Payssandu"na ponta das línguas"
Conhecimentos matutinos e vespertinos...
Acontecimentos deste Pará
Continuando a mesa abastecida
Um pirarucu no prato esmaltado
Maniçoba, vatapá ou qualquer outro xerimbabo no tucupi
Jambú deixando a boca dormente
Na boca da noite
Caboclo toma um tacacá pegando chama
Barraquinhas alegres, coloridas de fato
Coisas e coisas são comercializadas às vezes bem barato
Outros biritam na esquina
Logo à frente vem chegando outro barco
Ver-o-Peso festeiro
Alguns apostando no bicho
Égua da feira estrondosa
No entanto..
Te namoro desde moleque.

(Uma chuva começa à cair)

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Autor: Flavio de Brito
Foto: Do marajoara Helly Pamplona

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

TRILOGIA MARAJOARA RONALDO GUEDES

ARTISTA DA COMUNIDADE TUCUNDUBA EM SOURE-MARAJÓ-PA

Bailarino das letras nos campos marajoaras


Bailarino das letras nos campos marajoaras

As palavras entrançadas como cipó, as paisagens recortadas por rios e recendendo
a cheiro-cheiroso, as gentes ribeirinhas com seus gestos de água e selva, poesia
primitiva que irrompe ao chamado mágico do artista. É a Ilha de Marajó abrindo-se
em universos, na arte de dois nativos intérpretes das coisas paraenses: Ruy
Paranatinga Barata e Dalcídio Jurandir, um paraense de Santarém e outro de Vila
de Ponta de Pedra, e dois amigos de tristezas e alegrias.

Quando a poesia e a poesia se encontram
“Conheci Dalcídio na década de 30 e, dadas as identificações artísticas e pessoais
que nos aproximavam, ficamos logo amigos”, conta Ruy, em sua casa na rua Veiga
Cabral, onde Dalcídio morava naquela época e para onde coincidentemente Ruy
posteriormente mudou-se.
- Dalcídio era muito pobre e essa condição impedia, tanto ele quanto nós, de
sonharmos, pelo menos a curto prazo, com o reconhecimento de seu talento
literário. Não que duvidássemos dele, ao contrário, mas porque todas as condições
eram adversas e ainda com o agravante de que ele morava no Pará, naquela época
um Estado culturalmente ainda mais distante dos grandes centros, Rio e São Paulo
-, afirmou o poeta.
Porém, contrariando as desalentadoras perspectivas dessa realidade, Dalcídio
Jurandir vence em 1940, com Chove nos Campos de Cachoeira, o concurso Dom
Casmurro, promovido pela editora Vecchi, “numa surpresa geral para todos nós e
na maior alegria que a literatura concedeu a Dalcídio”. Com o dinheiro do prêmio
ele publicou o volume laureado e voltou ao Rio de Janeiro, onde fixou residência
definitivamente, retornando a Belém apenas por curtos períodos.
Ruy disse que Dalcídio era um homem muito digno, que tinha um imenso orgulho
de sua negritude e que sempre manteve-se fiel às suas posições, tanto pessoais
quanto ideológicas. Ele afirmou também que sempre, por ocasião de suas curtas
passagens pelo Rio de Janeiro, encontrava-se com Dalcídio, com quem conversava
horas e horas, sobretudo a respeito do livro que Dalcídio estivesse escrevendo pelo
tempo das visitas. Ler para um paraense seus escritos sobre o Pará era para
Dalcídio uma forma de exercitar o sentimento nativo que em farta quantidade
existia dentro dele”.

Bailarino do Marajó
Ruy afirmou que Dalcídio era muito comedido quanto às bebidas alcoólicas,
“embora a elas não se furtasse”. E, nas noitadas em que os dois costumavam se
aventurar sempre que estavam juntos, a maior diversão para Dalcídio era dançar.
“Seguramente, a noção de ritmo, a musicalidade característica da prosa dalcidiana
tem muito a ver com sua capacidade para a dança: nas noites cariocas e nos seus
livros, Dalcídio era um verdadeiro bailarino do Marajó”, conta.
Ruy disse ainda que ele era extremamente sério em todas as suas atividades, o
que, aliado ao seu já reconhecido talento literário, assegurou-lhe um grande
prestígio entre o meio intelectual carioca da época. “Uma vez, num congresso de
escritores realizado em Porto Alegre, por indicação de Dalcídio, fui eleito o segundo
secretário do congresso: eu era um total desconhecido e a minha escolha se deveu
apenas à liderança que ele exercia sobre os nossos colegas”.

Tristezas
Na tarde de 27 de novembro de 1962, na livraria José Olimpyo, visitada por Ruy
sempre que este ia ao Rio de Janeiro, Dalcídio Jurandir diz-lhe, a fala entrecortada,
que Mário Faustino havia morrido num acidente aéreo. Pouco tempo depois, outra
tragédia atingia os dois amigos e todo meio intelectual conhecedor de Dalcídio: ele
foi acometido do mal de Parkinson. Dezesseis de junho de 1979: Dalcídio morre em
conseqüência da doença.
Mas nos olhos marejados de Ruy Barata, de Frederico Paulo Mendes, de Benedito
Nunes, e de todos os que conheceram Dalcídio, sua presença discreta continua, sua
seriedade e tímida presença física permanecem sendo movimentadas por passos de
bailarino.

Jornal não identificado.

Fonte: www.dalcidiojurandir.com.br

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A origem da comida exótica- Pato no tucupí e Maniç...

Caminhos da Vida...: A origem da comida exótica- Pato no tucupí e Maniç...: Conta-nos uma lenda – chamada da primeira água – que Jacy (Lua) e Iassytatassú (Estrela d’Alva), combinaram um dia visitar Ibiapité (Centro...


*A maniçoba é um dos pratos da culinária brasileira, de origem indígena. O seu preparo é feito com as folhas da maniva moídas e cozidas, por aproximadamente uma semana (para que se retire o ácido cianídrico, que é venenoso) acrescido de carne de porco, carne bovina e outros ingredientes defumados e salgados.
A maniçoba é servida acompanhada de arroz, farinha de mandioca e pimenta. Tradicionalmente, a maniçoba é um dos pratos principais nas festas de Círios no Estado do Pará.
A maniçoba também constitui prato típico do Recôncavo baiano, sobretudo nos municípios de Cachoeira e Feira de Santana, onde também é servida durante eventos comemorativos locais.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O Morto que sabia nadar - Associação Cultural Dalcídio Jurandir

O
O Manduca morre no açaizal, logo no dia da festa da Maria Celita e os dois amigos não querem perder a festa, então resolvem colocar o defunto num batelão, camuflar o corpo com uma rede e pegar o rumo da festa, e veja o que rolou....
Divirtam-se !!!!

Lendas Amazônicas - contadas pelas vovós!


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

FOTOS da Ordenação Presbiteral de Edson Tomé Pacheco Silva

Veja uma panorâmica da Ordenação Presbiteral de Edson Tomé Pacheco Silva, que aconteceu no dia 28/07/2012 no Ginásio Poliesportivo Manoel Xavier Barbosa (MANELÃO), no município de Cachoeira do Arari/Marajó/Pará.

Um lugar especial para Giovanni Gallo



















Fotos: Ivone Parada