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| O Glorioso chegando com sua bandeira voando... |
Aqui você encontra fotos da Amazônia e em especial do Marajó, de fotógrafos profissionais ou não. Também verá um pouco da minha arte: telas, bolsas, painéis...... Divulgação de vários trabalhos de pessoas da nossa terra ou não, mas que a ela se refira. Viva a cultura Marajoara!
“A natureza está secando”: quilombo no Marajó vive impactos do arrozal e clima de violência
SEJAM TODOS BEM-VINDOS!
sexta-feira, 13 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
São Sebastião,o Glorioso! de Cachoeira do Arari
Chaves - município da ilha do Marajó
Breves - município da ilha do Marajó
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| Os primeiros habitantes da região foram os índios da tribo dos Bocas. Em 19 de Novembro de 1738, o capitão geral do Pará, João de Abreu Castelo Branco, concedeu aos irmãos portugueses Manuel Breves Fernandes e Ângelo Fernandes Breves uma sesmaria, localizada às proximidades do rio Parauhaú. Com a instalação de um engenho, o lugar passou a ser chamado de “Engenho dos Breves”, em homenagem aos seus fundadores. Em 25 de Outubro de 1851 foi criado o município de Breves. Atualmente, o município de Breves é constituído pela sede e distritos de Antônio Lemos, Curumu e São Miguel dos Macacos. |
Anajás - município da ilha do Marajó
Afuá - município da Ilha do Marajó
sexta-feira, 6 de maio de 2011
FAZENDA TUCUNAREZINHO - Cachoeira do Arari - Marajó-Pa
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| Marajó Caboclo |
Marajó, cenário da minha infância
poetizando um passado,
ficou em mim a fragrância
do mato verde pisado.
Marajó do mururé,
da canarana verdinha,
nas margens do igarapé
sou garça triste branquinha.
Marajó do quiriru,
dos tuins em revoada,
do canto do uirapuru
ao despontar da alvorada.
Marajó das invernadas,
das marombas , do atoleiro
das baetas encarnadas
o agasalho do vaqueiro.
Marajó do juquiri.
que nasce da terroada,
do tristonho tapiri
dentro da brenha cerrada.
Marajó do tucuxi,
do boto namorador,
da pesca no cacuri.
das fazendas, do feitor.
Marajó da vaqueirada
da carne de sol, do surrão,
dos rebanhos, das manadas,
das riquezas do patrão.
Marajó da farinhada,
de mandioca em paneiro
do caçador de espingarda
atrás do boi marrequeiro.
Marajó do açai,
em cuia pitinga pintada,
do fumo do taquari,
da sucuri encantada.
Marajó das ladainhas,
do folião violeiro,
das chulas, toadas, modinhas,
do urutau agoureiro.
Marajó do boiadeiro
que doma cavalo no espaço,
parece ter dom feiticeiro
no firme jogo do laço.
Marajó das caiçaras,
dos embarques, das marés,
dos cerrados, das coivaras,
da pesca dos jacarés.
Marajó da jiribana
que amarra o boi ao mourão,
da pinga no caldo de cana,
dos rodeios, do ferrão.
Marajó do mutirão
da "fechação da boiada",
da "ferra", "assinalação",
do grito da vaqueirada.
Marajó da muriçoca,
das fogueiras no terreiro,
do beiju de tapioca
merenda do fazendeiro.
Marajó do "curuné"
que domina a região,
tem mais poder que o pajé,
na Casa-Grande é patrão.
Marajó índio guerreiro
que em mim causa mormaço
e eu filha de fazendeiro
te amo, te beijo, te abraço.
Sylvia Helena Tocantins - Escritora e membro da Academia Paraense de Letras.
poetizando um passado,
ficou em mim a fragrância
do mato verde pisado.
Marajó do mururé,
da canarana verdinha,
nas margens do igarapé
sou garça triste branquinha.
Marajó do quiriru,
dos tuins em revoada,
do canto do uirapuru
ao despontar da alvorada.
Marajó das invernadas,
das marombas , do atoleiro
das baetas encarnadas
o agasalho do vaqueiro.
Marajó do juquiri.
que nasce da terroada,
do tristonho tapiri
dentro da brenha cerrada.
Marajó do tucuxi,
do boto namorador,
da pesca no cacuri.
das fazendas, do feitor.
Marajó da vaqueirada
da carne de sol, do surrão,
dos rebanhos, das manadas,
das riquezas do patrão.
Marajó da farinhada,
de mandioca em paneiro
do caçador de espingarda
atrás do boi marrequeiro.
Marajó do açai,
em cuia pitinga pintada,
do fumo do taquari,
da sucuri encantada.
Marajó das ladainhas,
do folião violeiro,
das chulas, toadas, modinhas,
do urutau agoureiro.
Marajó do boiadeiro
que doma cavalo no espaço,
parece ter dom feiticeiro
no firme jogo do laço.
Marajó das caiçaras,
dos embarques, das marés,
dos cerrados, das coivaras,
da pesca dos jacarés.
Marajó da jiribana
que amarra o boi ao mourão,
da pinga no caldo de cana,
dos rodeios, do ferrão.
Marajó do mutirão
da "fechação da boiada",
da "ferra", "assinalação",
do grito da vaqueirada.
Marajó da muriçoca,
das fogueiras no terreiro,
do beiju de tapioca
merenda do fazendeiro.
Marajó do "curuné"
que domina a região,
tem mais poder que o pajé,
na Casa-Grande é patrão.
Marajó índio guerreiro
que em mim causa mormaço
e eu filha de fazendeiro
te amo, te beijo, te abraço.
Sylvia Helena Tocantins - Escritora e membro da Academia Paraense de Letras.
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