“A natureza está secando”: quilombo no Marajó vive impactos do arrozal e clima de violência

SEJAM TODOS BEM-VINDOS!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A lancha chegando na escadinha.

O Glorioso  chegando com sua bandeira voando...

terça-feira, 10 de maio de 2011

São Sebastião,o Glorioso! de Cachoeira do Arari

Chega em Belém, nesta quarta-feira dia 11 de maio de 2011,na escadinha às 18:00hs para mais uma vez dar início, a peregrinação o Glorioso São Sebastião de Cachoeira do Arari.O Santo visitará os devotos em suas residências até o dia 11 do próximo mês.O encerramento da visita será com uma festa de confraternização pelos 10 anos de peregrinação na Capital.A festa será na TUNA LUSO à partir das 10:00hs,haverá venda de comidas típicas de Cachoeira do Arari.Vamos lá!!!
Um pouco da história:A Comissão Peregrina de São Sebastião de Cachoeira do Arari é uma tradição secular que foi deixada nos campos do Marajó pelos padres Jesuitas.Essa prática era uma forma de catequizar os habitantes das regiões distantes da cidade sede;assim difundia-se o cristianismo e ensinavam os principais rituais e cultos do cristianismo.
É importante destacar que ainda hoje este ritual é praticado nos campos do Marajó,é a única forma existente de catequese para a população das localidades distantes,sendo que o momento da chegada de São Sebastião nas fazendas,povoados,retiros,etc..,se torna ocasião propícia para festejar aquele dia, por isso as pessoas ficam satisfeitas com a oportunidade de poder louvar a Deus e agradecer a São Sebastião pelas graças alcançadas.Percebe-se que neste momento,a devoção do povo ao Glorioso Santo,que é capáz de enfrentar todas as dificuldades pra estar presente em Cachoeira do Arari,na festa do Santo,no dia 20 de Janeiro de cada ano.
A peregrinação em Belém é uma extenção da que acontece nos campos do Marajó,sendo uma oportunidade muito feliz para aqueles marajoaras e devotos que vieram para a capital e não podem ou não tem oportunidade de voltar a sua terra natal.

Chaves - município da ilha do Marajó

Chaves era o território da aldeia dos índios aruanãs onde os Capuchos da  Província de Santo Antônio,fundaram uma missão.Em 1757,a aldeia passou a ser denominada de vila,passando a servir de centro militar.Em 1833,Chaves passou a chamar-se Equador,e,em 1844,voltou a ser conhecido por seu nome anterior.No período republicano,em 1889, foi criada a comarca de Chaves.Em 1891 foi elevada a categoria de cidade.

Breves - município da ilha do Marajó

Os primeiros habitantes da região foram os índios da tribo dos Bocas. Em 19 de Novembro de 1738, o capitão geral do Pará, João de Abreu Castelo Branco, concedeu aos irmãos portugueses Manuel Breves Fernandes e Ângelo Fernandes Breves uma sesmaria, localizada às proximidades do rio Parauhaú. Com a instalação de um engenho, o lugar passou a ser chamado de “Engenho dos Breves”, em homenagem aos seus fundadores. Em 25 de Outubro de 1851 foi criado o município de Breves. Atualmente, o município de Breves é constituído pela sede e distritos de Antônio Lemos, Curumu e São Miguel dos Macacos.

Anajás - município da ilha do Marajó

Muitos anos, antes do período colonial, em toda região oeste da ilha de Marajó, viviam índios que era chamados de Anajás.
Catequisada pelos jesuítas, a regiào, banhada pelo rio Anajás, foi se desenvolvendo, ao mesmo tempo em que toda a ilha do Marajó prosperava. Assim, a cidade de Anajás deve sua existência ao desenvolvimento daquela região, primitivamente chamada Mocoões.
Ainda no período colonial, Mocoões pertenceu ao município de chaves, e em seguida, ao município de Breves, ao qual ficou anexado pela nº 596, de 30 de setembro de 1869, que erigiu o povoado em freguesia e que foi complementada pela nº 637, de 19 de outubro de 1870, e pela portaria da presidência da Província, datada de 16 de dezembro do mesmo ano. A freguesia recebeu o nome de Menino de Deus do rio Anajás.
Anajás é nome indigena de uma tribo que habitava o centro da Ilha Grande de Joannes ou de Marajó

Afuá - município da Ilha do Marajó

O município de Afuá está localizado ao norte do Marajó, na Microrregião dos Furos de Breves, limitando–se ao norte com a Ilha Caviana, ao nordeste com o município de Chaves, ao sul com os municípios de Anajás e Breves, ao sudeste com o município de Anajás, ao sudoeste com os municípios de Breves e Gurupá leste com o município de Chaves e a oeste e noroeste com o Estado do Amapá.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

FAZENDA TUCUNAREZINHO - Cachoeira do Arari - Marajó-Pa

Marajó Caboclo
 Marajó, cenário da minha infância
poetizando um passado,
ficou em mim a fragrância
do mato verde pisado.

Marajó do mururé,

da canarana verdinha,
nas margens do igarapé
sou garça triste branquinha.

Marajó do quiriru,

dos tuins em revoada,
do canto do uirapuru
ao despontar da alvorada.

Marajó das invernadas,

das marombas , do atoleiro
das baetas encarnadas
o agasalho do vaqueiro.

Marajó do juquiri.

que nasce da terroada,
do tristonho tapiri
dentro da brenha cerrada.

Marajó do tucuxi,

do boto namorador,
da pesca no cacuri.
das fazendas, do feitor.


Marajó da vaqueirada

da carne de sol, do surrão,
dos rebanhos, das manadas,
das riquezas do patrão.

Marajó da farinhada,

de mandioca em paneiro
do caçador de espingarda
atrás do boi marrequeiro.

Marajó do açai,

em cuia pitinga pintada,
do fumo do taquari,
da sucuri encantada.


Marajó das ladainhas,

do folião violeiro,
das chulas, toadas, modinhas,
do urutau agoureiro.

Marajó do boiadeiro

que doma cavalo no espaço,
parece ter dom feiticeiro
no firme jogo do laço.

Marajó das caiçaras,

dos embarques, das marés,
dos cerrados, das coivaras,
da pesca dos jacarés.

Marajó da jiribana

que amarra o boi ao mourão,
da pinga no caldo de cana,
dos rodeios, do ferrão.

Marajó do mutirão

da "fechação da boiada",
da "ferra", "assinalação",
do grito da vaqueirada.

Marajó da muriçoca,

das fogueiras no terreiro,
do beiju de tapioca
merenda do fazendeiro.

Marajó do "curuné"

que domina a região,
tem mais poder que o pajé,
na Casa-Grande é patrão.

Marajó índio guerreiro

que em mim causa mormaço
e eu filha de fazendeiro
te amo, te beijo, te abraço.


Sylvia Helena Tocantins - Escritora e membro da Academia Paraense de Letras.





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