“A natureza está secando”: quilombo no Marajó vive impactos do arrozal e clima de violência

SEJAM TODOS BEM-VINDOS!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

CABOCL@RTES 55

MIBARAIÓ - Óleo sobre painel 40x60

LUGAR DE SONHOS
Edinelson Martins de Castro

À margem do rio formoso
Há um lindo paraíso
Há um pássaro viçoso
Que nos traduz canto e riso

Há paz naquele lugar
E acordes tão contentes
Qual sinfonia sem par
Fluindo suavemente

Por lá não há nostalgia
Nem guerra, nem fome, nem dor
Há somente harmonia
Que nos completa em amor

Transbordando corações
da foz do rio a nascente
Límpidas águas canções
Por sonho real presente

Que nos envolve solene
Qual louvor a liberdade
Como júbilo perene
Que expressa felicidade

Tece o canto passarinho
Vêm doces águas bicar
Faz do canto em flor, teu ninho
No paraíso teu lar

Canta teu canto contente
Pois teu cantar é magia
Na margem divinamente
Do rio se faz poesia
*
Do autor da poesia: Nasceu na localidade Oriente, município de Ponta de Pedras, é cabo da Polícia Militar, escritor, poeta, artesão e pintor.
Vem lutando há muitos anos junto à comunidade no sentido de  arrecadar fotografias, documentos e objetos antigos para, no futuro, criar o Museu de Ponta de Pedras.

CABOCL@RTES 54

Mochila em tecido lona crua, forrada, bolso interno, pintada a mão e medindo 41 x 43 cm

Em homenagem ao Grupo de Carimbó SANCARI.

O santo carimbó "SANCARI", nasceu de uma brincadeira de rua,com alguns de seus integrantes, na Passagem Álvaro Adolfo no Bairro da Pedreira no ano de 1996, em Belém-Pa.
Tocavam de tudo. depois resolveram formar um grupo tocando apenas o carimbó de raiz, pois era o que predominava, e desde então vem lutando para preservar e divulgar a nossa cultura. O legítimo carimbó pau e corda, é a expressão máxima da cultura paraense.
Foto SANCARI

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Meio Ambiente, Açaí e Farinha: Reino Marajó

Meio Ambiente, Açaí e Farinha: Reino Marajó:     Foto: Instituto Peabiru.  http://peabiru.org.br/multimidia-2/galeria-de-imagens/viva-marajo/#jp-carousel-995                       ...

sábado, 26 de outubro de 2013

CABOCL@RTES 53

A PRAIA - Óleo sobre painel 40 X 60

Velha Pobre, Praia Verde

Estou deitado,
E a Velha Pobre
Me observa,
Medita,
Conclui
Que na metade da vida
Eu tenho ainda escondidas
A fé, a esperança e a crença
Que as fendas encerram
Uma maré e começam
Uma bela Praia Verde
Pequena em mil
 Praia Verde,
Pequena em mil
Extensões
Como olhando longe
Mil horizontes
Você me entende?
Eu falo de mil
Praias Verdes

O Amazonas
Empurra a gente
Para encontro
Tímido à pedra
A Velha Pobre segura
Mesmo que cause fissura
Pra parar, olhar e sentir
Que a agonia dos dias
Aqui eu nunca sentiria
No vento da Praia Verde
Pequena e infinita
Impressões
Como nascer sempre e sempre
No merecer
Você me entende?
Eu falo de infinitas
Praias Verdes

Praias
 Verdes

Autor: Carlos Augusto Pantoja Ramos, paraense, nascido em Portel, registrado em Belém e criado no Jari.